Seguidores

sábado, 13 de março de 2010

Obras-primas da Idade Média

Amizadinha, neste início de semestre, estamos estudando, no 4º Período, as cantigas trovadorescas, importante realização artística da Idade Média portuguesa. Para aguçar seu apetite pelas artes medievais, que desmentem a fama de ser esse período a "Idade das Trevas", selecionei algumas peças sublimes.
Na seção O Belo Artístico, uma imagem de tirar o fôlego: os vitrais da Catedral de Sainte-Chapelle (Paris), consagrada em abril de 1248. Como me faltam palavras para defini-los, limitar-me-ei a sugerir-lhe que, assim que a página carregar, clique em cima dela, para vê-la em close-up.
No Poema da Semana, você lerá a cantiga "Ondas do mar de Vigo", de Martim Codax, autor de um dos únicos grupos de cantigas que sobreviveram até nossos dias com letra e partitura. Nos Vídeos Sublimes, essa mesma cantiga é interpretada pela bela voz da mezzo-soprano venezuelana Isabel Palacios, diretora da Camerata Caracas. Mais informações sobre essa cantora podem ser encontradas neste linque: http://www.cameratadecaracas.com/.
Informações sobre Martim Codax estão neste linque: http://www.cervantesvirtual.com/bib_autor/Codax/index.shtml; sugiro que você clique na "Fonoteca", onde poderá ouvir as sete cantigas dele que ilustram como era o aspecto musical do Trovadorismo.
Por fim, na Imagem da Semana, postei uma representação de músicos medievais.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

SUGERIR: EIS O SONHO...

Amizadinha, depois de resolver certas questões técnicas, estamos de volta com novas postagens.

Neste início de semestre, o VIº Período estudará o Simbolismo na Literatura Portuguesa e, por isso, enviei aos alunos um texto de Charles Baudelaire, considerado o pai dos simbolistas. Nele, o grande poeta faz referência à abertura de Lohengrin, ópera de Richard Wagner (1813-1883) estreada em 1850 e às múltiplas sensações que ela lhe sugeriu.

No Simbolismo, seja na música, na pintura ou na poesia, sugerir é o ideal que o artista deve buscar, de maneira a conseguir alcançar a comunicação entre sua alma e a de seu público.
Para estimular suas sensações nesta volta à aulas, pus à disposição, então, os seguintes acepipes:

nos "Videos sublimes", a Abertura regida por Claudio Abbado à frente da Filarmônica de Viena, em concerto realizado na Ópera Estatal de Viena, em 1990;

no "Poema da Semana", o famosíssimo soneto de Baudelaire, "Correspondências", em que ele elabora a teoria de que tudo que existe no mundo natural corresponde a realidades existentes no mundo espiritual; dessa maneira, tudo o que vemos com os olhos corporais é metáfora de algo que só a alma pode alcançar;

na "Imagem da Semana", a pintura "Lohengrin", de Henry de Groux (1866-1930) pintor e escultor simbolista belga;

no linque a seguir, um resumo do enredo da ópera, baseada na lenda medieval de Lohengrin, o Cavaleiro do Cisne:

Se você aceitar minhas sugestões, desejo-lhe bons sonhos...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Orfeu, o eterno

Olá, amizadinha! Tudo azul?
Pensando no curso de extensão sobre as relações entre mito e literatura que as professoras Fani e Deolinda e eu ministraremos na próxima semana, postei uma série de obras relacionadas ao Príncipe dos Poetas.
Na seção "O Belo Artístico", uma pintura de Corot (1796-1875), um dos mestres da pintura de paisagens na tradição do Neoclassicismo francês.
Nos "Vídeos sublimes", duas apresentações que ilustram muito resumidamente o alcance da presença de Orfeu na cultura ocidental: o Maestro Gamela interpreta ao violão o "Samba de Orfeu", de Luiz Bonfá, ligado à peça "Orfeu da Conceição", de Tom e Vinícius (veja abaixo); Dame Janet Baker, uma das grandes mezzo-sopranos do século XX, interpreta uma ária da ópera "Orfeu e Eurídice", primeira grande realização da ópera barroca, de autoria de Cristopher Willibald Gluck.
No "Poema da Semana", um soneto em castelhano de Luís de Camões.
Na "Imagem da Semana", uma pintura de Alexandre Séon (1855-1917), Simbolista francês.
Além disso, neste linque http://www.jobim.com.br/colab/orfeu/orfeu_monologo.html, você pode ler um trecho da peça de Tom e Vinícius, além de ver outras informações sobre ela.
As pedras, quando Orfeu tocava sua lira, se aproximavam para ouvi-lo, os animais selvagens se acalmavam. Você ficará imune ao seu canto, que atravessa os milênios?