Amizadinha, tudo azul?
Depois de uma pausa bem-vinda, neste semestre estudaremos, entre outros escritores significativos, a obra poética de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), um dos maiores nomes da Literatura Portuguesa contemporânea. Artista de muitos matizes, Sophia nos legou uma obra de rica e variada estrutura formal, explorando temas como as Navegações de Quinhentos, a resistência ao salazarismo, os deuses da mitologia grega, o mar e a infância. Seus poemas são belos, belíssimos.
Um exemplo disso pode ser conferido na seção O poema da semana, que oferece "A escrita"; nele, é citado o poeta emblemático do Romantismo, Lord Byron (1788-1824), que viveu por longo período no Palácio Mocenigo, em Veneza, que também é citado no poema; em memória disso, A imagem da semana reproduz um dos salões do Palácio.
Contemporânea de Sophia, Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) foi uma rara pintora portuguesa de renome internacional. Radicada em França, expôs em muitos museus e galerias do mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde viveu por vários anos. Dela, em O belo artístico, pode ser visto "Estuarie bleu" (1974), que exemplifica a mescla de figurativismo e abstração que a consagrou.
Acompanhando a poesia e a pintura, vem a música, ilustrada, nos Videos sublimes, por "Haja o que houver", uma das mais belas canções dos Madredeus, ainda da época da cantora Teresa Salgueiro, cujos tom e fraseado evocam os melhores momentos da lírica portuguesa.
Mais informações sobre esses artistas podem ser vistas nos seguintes sítios:
http://www.maricell.com.br/sophiandresen/sophia_m_b_andresen.htm
http://fasvs.pt/coleccao/vieira
http://www.spectrumgothic.com.br/literatura/autores/byron.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Madredeus
http://www.madredeus.com/
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sábado, 14 de agosto de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Convite à contemplação
Amizadinha, neste final de semestre, entre provas, seminários, estágios, AACCs etc., você tem encontrado tempo para cultivar o amor-próprio? Falo daqueles momentos em que o ser se volta para si mesmo, sem egoísmo, sem solidão, apenas com saudade de si mesmo e do que poderia ser se vivesse num mundo sem pressa. Claro, estou falando de contemplação. Se ela é necessária em seu mundo, deixo para você mesmo responder; apenas sugiro, nestes dias, algumas algumas rotas de fuga para dentro...
Comecemos por um Video Sublime, em que imagens belíssimas em sua sugestão se uniram à música onírica de Claude Debussy: "Rêverie".
Passemos, em seguida, em O Poema da Semana, para a poesia da natureza e da epifania que sustenta o estilo japonês do haikai, representado por uma plêidade de praticantes de todos os quadrantes, reunidos no sítio "Caixa de Haikai". Clicando nas flores, você poderá sortear o próximo e contemplar sua verdade evidente no mundo natural e no estético.
No Belo Artístico, podemos ver uma das obras-primas da pintura japonesa, "A grande onda de Kanagawa", de Hokusai, que, influenciada ela mesma pela pintura de paisagens do ocidente, notadamente a holandesa, por seu turno influenciou muitos pintores europeus do século XIX.
Na Imagem da Semana, proponho um exemplo da pintura japonesa do século XVIII, que leva longe o olhar... e a alma.
Boa viagem...
Comecemos por um Video Sublime, em que imagens belíssimas em sua sugestão se uniram à música onírica de Claude Debussy: "Rêverie".
Passemos, em seguida, em O Poema da Semana, para a poesia da natureza e da epifania que sustenta o estilo japonês do haikai, representado por uma plêidade de praticantes de todos os quadrantes, reunidos no sítio "Caixa de Haikai". Clicando nas flores, você poderá sortear o próximo e contemplar sua verdade evidente no mundo natural e no estético.
No Belo Artístico, podemos ver uma das obras-primas da pintura japonesa, "A grande onda de Kanagawa", de Hokusai, que, influenciada ela mesma pela pintura de paisagens do ocidente, notadamente a holandesa, por seu turno influenciou muitos pintores europeus do século XIX.
Na Imagem da Semana, proponho um exemplo da pintura japonesa do século XVIII, que leva longe o olhar... e a alma.
Boa viagem...
sábado, 1 de maio de 2010
A MULHER IDEAL
Amizadinha, nas últimas semanas, na disciplina optativa "Clássicos e modernos: a poesia de Camões e Pessoa", tenho conversado bastante com o pessoal do 7º Período sobre o retrato da mulher ideal presente na poesia camoniana, seja em Os Lusíadas, seja na Lírica. Um ponto ao qual eu sempre volto é o fato de esse modelo de mulher ser devedor daquele criado pelo poeta italiano Francesco Petrarca (1304-1374), de quem Camões é um imitador (no bom sentido, o renascentista) confesso. A musa camoniana, sem dúvida, é reflexo da musa de Petrarca, Laura, sobre quem ele escreveu por 40 anos.
Para propiciar uma reflexão sobre a pertinência desse ideal de mulher bela, sábia, ativa, piedosa, amorosa, racional, nobre de coração, modesta, numa palavra, equilibrada, proponho a fruição de algumas obras-primas do contexto humanista-renascentista, todas sob a égide de Laura.
Para começar, na seção O belo artístico, além da "Donzela", de Botticelli, que já está exposta há tempos, agora você encontrará também um retrato da própria Laura de Noves (1310-1348), que a tradição reconhece como a inspiradora do poeta. Encontrará também a "Dama do arminho", de Leonardo da Vinci (1452-1519), pintura que corresponde ao mesmo ideal.
Na Imagem da semana, há uma gravura anônima representando o esplendor modesto de Laura, em que o espiritual se harmoniza com o físico.
No Poema da semana, você poderá ler um dos mais belos sonetos de Petrarca, numerado como 192 em seu Cancioneiro.
Nos Videos sublimes, postei uma montagem com a canção "Louça fina", de Djavan, que, ao fazer uma descrição da mulher amada, parece estar falando como Petrarca. Setecentos anos depois, Laura ainda vive!
Para propiciar uma reflexão sobre a pertinência desse ideal de mulher bela, sábia, ativa, piedosa, amorosa, racional, nobre de coração, modesta, numa palavra, equilibrada, proponho a fruição de algumas obras-primas do contexto humanista-renascentista, todas sob a égide de Laura.
Para começar, na seção O belo artístico, além da "Donzela", de Botticelli, que já está exposta há tempos, agora você encontrará também um retrato da própria Laura de Noves (1310-1348), que a tradição reconhece como a inspiradora do poeta. Encontrará também a "Dama do arminho", de Leonardo da Vinci (1452-1519), pintura que corresponde ao mesmo ideal.
Na Imagem da semana, há uma gravura anônima representando o esplendor modesto de Laura, em que o espiritual se harmoniza com o físico.
No Poema da semana, você poderá ler um dos mais belos sonetos de Petrarca, numerado como 192 em seu Cancioneiro.
Nos Videos sublimes, postei uma montagem com a canção "Louça fina", de Djavan, que, ao fazer uma descrição da mulher amada, parece estar falando como Petrarca. Setecentos anos depois, Laura ainda vive!
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